http://anarquistadepapel.blogspot.com (pela palavra seremos mais humanos) Este blogue serve como extensão da secretária do autor, assim uma espécie de oficina de escrita.
Portal da Literatura
Citações:
Sem o direito natural não há Estado de direito. Pois a submissão do Estado à ordem jurídica, com a garantia dos direitos humanos, só é verdadeiramente eficaz reconhecendo-se um critério objetivo de justiça, que transcende o direito positivo e do qual este depende. Ou a razão do direito e da justiça reside num princípio superior à votante dos legisladores e decorrente da própria natureza, ou a ordem jurídica é simplesmente expressão da força social dominante
(José Pedro Galvão de Sousa, brasileiro, 1912-1992)
(José Pedro Galvão de Sousa, brasileiro, 1912-1992)
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segunda-feira, 29 de dezembro de 2014
OS NOVOS EXTRAORDINÁRIOS
sexta-feira, 19 de dezembro de 2014
PRESENTE
Neste fim de 2014 dou a pensar como somos seres frágeis e sensíveis.
Dou
também a pensar como há Portugueses Extraordinários e como somos, como
diz amiúde o António Luiz Pacheco, um povo recheado de uma enorme
riqueza individual e cumulativa, mesmo que nos percamos tantas vezes na
conjugação do plural-colectivo ".
Escrever como ideia, como vontade,
como procura, ou entrega, é difícil. Sempre o foi, de resto, de uma
forma diferente, é certo, noutros tempos. Na vida muitas vezes basta um
mimo, um afago, uma oportunidade, um olhar do outro, para nos
reconfortarmos e sabermos que o caminho da harmonia e partilha da
felicidade, ou da dor do Outro, é o único caminho que devemos trilhar
como seres humanos.
Sou um pobre autor que só quer dar sentido à
Vida, partilhando o que considero serem os valores essenciais que dão
sentido à nossa existência.
Valores que encontro no gesto simpático,
amigo, de enorme "Largueza" do João Pinto-Coelho , como de todos os
Extraordinários e da nossa magnífica e querida Rosário.
Um muito
obrigado ao João, não tendo dúvidas, pela amostra deste simpático
trabalho figurativo, da qualidade da obra que teremos o prazer de
receber como prenda postcipada.
© PAS (Pedro A. Sande)
© PAS (Pedro A. Sande)
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013
Os Quatro Significados De Catinga
Caro António
Mesmo que bajulasse lembrava-lhe que os tempos estão por
aqui materialmente «pindéricos», para não falar da ética soberana republicana;
(estava aqui a ler que, o búlgaro demitiu-se com o argumento
seminal e plural de: «O primeiro-ministro da Bulgária, Boiko Borissov, anunciou
esta quarta-feira no Parlamento a demissão do seu Governo, na sequência de dez
dias de manifestações no país contra os preços da eletricidade considerados
elevados. «Temos dignidade e honra (e electricidade cara, ao contrário
de nós!, e já agora povo, com consciência soberana, acrescentaria eu!) Foi o
povo que nos confiou o poder e hoje devolvemo-lo», declarou Borissov»
e que, brevemente, quase tão brevemente quanto este e-mail o
for encontrar a dar boleia a «uma bela tanacetum vulgare», precisaremos do retorno
– de preferência, carregados! - dos contentores (não lhe peço que encaixote a
«bela professora» porque a mãe N’Gola, humilde e com vontade de criar os seus
filhos «a peito», precisa tanto dela, como nós já quase de pão: já não para a
boca, mas para ressarcir, daquilo que poucos viram, o avaro e sovina credor).
Como «hoje» é dia de economia política deixo-vos este
artigo delicioso – só rir? se não fosse trágico - da nossa amiga historiadora
e escritora, Cristina Torrão, sobre as «novas minas de escravos» na Alemanha Merkeliana
e de como o termo catinga se pode confundir na sua significância.
Habitualmente nada
dado a invejas, mas isto é como o António diz, as invejas têm momentos como as
obras, está aqui a dar-me um ratinho de inveja desse povo com que coabita actualmente:
pela grandeza do cenário, pela alegria na simplicidade, pelo cheiro a África que
ainda retenho (me desculpem o atrevimento, os nossos irmãos e a minha paixão africana,
mas aqui não estou a falar do catinga-de-mulata, a planta tanacetum vulgare,
nem da sua forma galega, nem mesmo daquele significado que mete glândulas, mas
de uma mistura de cheiro a terra e savana queimada.
Um abraço das colinas Alfacinhas, António!
«Não é que está ali numa de uma das sete colinas - nas outras também lá estarão, com certeza - uma bela professora, também ela me falando da dificuldade de ensinar, mas por desempregada, também era professora, a pedir-me boleia e a lamentar-se da catinga desta administracao (assim, mesmo!) na sua forma e significado galega (avareza!)
«Não é que está ali numa de uma das sete colinas - nas outras também lá estarão, com certeza - uma bela professora, também ela me falando da dificuldade de ensinar, mas por desempregada, também era professora, a pedir-me boleia e a lamentar-se da catinga desta administracao (assim, mesmo!) na sua forma e significado galega (avareza!)
quinta-feira, 22 de novembro de 2012
A Largueza De Um Bom Português: A Resposta!
Como não há nada pior que a unanimidade, vai-me desculpar se não comungo do copo e do petisco, da afición e dos apoderados - e se o vejo mais como um leão das savanas do que como uma traça nacional, daquelas que estiolam e definham enrugadas de se alimentarem dos seus semelhantes, dos pequenos jogos de poder e do pó dos tempos. São curiosas, as coincidências: liceu de Oeiras, mergulho, professorado, anti - elitismo, condados e baronatos originais,
(não os actuais e pequeninos baronatos, quais pequenos poderes e fazeres que corrompem, pequenina, mesquinhamente, largos sectores da sociedade portuguesa),
observação, humanismo, bom sentimento,
(que sentido teríamos nós se fosse daquela outra forma mesquinha, daquela intolerância provinda do medo de nos confrontarmos a nós próprios, de pormos só os nossos interesses materiais em primeiro ou único lugar?),
sonho, cultivo da «treta esclarecida»
(como «a treta esclarecida» pode ser mais profunda do que a absoluta e infecunda certeza de muitos, onde o que nasce tem o sabor do plastificado)
e acções elevadas ao estilo nobre Quixoteano,
(não serão os moinhos de vento um ardil dos inimigos de tanta Largueza?)
Assim, caro amigo, dê caça aí ao leão no Planalto Central, numa luta grandiosa, rude, mas igual e digna, que só é cruel para quem não faz da vida um fecundo Planalto que dá azo à profícua e elevada Largueza!
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