Citações:

Sem o direito natural não há Estado de direito. Pois a submissão do Estado à ordem jurídica, com a garantia dos direitos humanos, só é verdadeiramente eficaz reconhecendo-se um critério objetivo de justiça, que transcende o direito positivo e do qual este depende. Ou a razão do direito e da justiça reside num princípio superior à votante dos legisladores e decorrente da própria natureza, ou a ordem jurídica é simplesmente expressão da força social dominante
(José Pedro Galvão de Sousa, brasileiro, 1912-1992)
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sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

PRESENTE

Neste fim de 2014 dou a pensar como somos seres frágeis e sensíveis. 
Dou também a pensar como há Portugueses Extraordinários e como somos, como diz amiúde o António Luiz Pacheco, um povo recheado de uma enorme riqueza individual e cumulativa, mesmo que nos percamos tantas vezes na conjugação do plural-colectivo ".
Escrever como ideia, como vontade, como procura, ou entrega, é difícil. Sempre o foi, de resto, de uma forma diferente, é certo, noutros tempos. Na vida muitas vezes basta um mimo, um afago, uma oportunidade, um olhar do outro, para nos reconfortarmos e sabermos que o caminho da harmonia e partilha da felicidade, ou da dor do Outro, é o único caminho que devemos trilhar como seres humanos.
Sou um pobre autor que só quer dar sentido à Vida, partilhando o que considero serem os valores essenciais que dão sentido à nossa existência.
Valores que encontro no gesto simpático, amigo, de enorme "Largueza" do João Pinto-Coelho , como de todos os Extraordinários e da nossa magnífica e querida Rosário.
Um muito obrigado ao João, não tendo dúvidas, pela amostra deste simpático trabalho figurativo, da qualidade da obra que teremos o prazer de receber como prenda postcipada.
© PAS (Pedro A. Sande)

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Os Quatro Significados De Catinga

Caro António
Mesmo que bajulasse lembrava-lhe que os tempos estão por aqui materialmente «pindéricos», para não falar da ética soberana republicana;

(estava aqui a ler que, o búlgaro demitiu-se com o argumento seminal e plural de: «O primeiro-ministro da Bulgária, Boiko Borissov, anunciou esta quarta-feira no Parlamento a demissão do seu Governo, na sequência de dez dias de manifestações no país contra os preços da eletricidade considerados elevados. «Temos dignidade e honra (e electricidade cara, ao contrário de nós!, e já agora povo, com consciência soberana, acrescentaria eu!) Foi o povo que nos confiou o poder e hoje devolvemo-lo», declarou Borissov»

e que, brevemente, quase tão brevemente quanto este e-mail o for encontrar a dar boleia a «uma bela tanacetum vulgare», precisaremos do retorno – de preferência, carregados! - dos contentores (não lhe peço que encaixote a «bela professora» porque a mãe N’Gola, humilde e com vontade de criar os seus filhos «a peito», precisa tanto dela, como nós já quase de pão: já não para a boca, mas para ressarcir, daquilo que poucos viram, o avaro e sovina credor).

Como «hoje» é dia de economia política deixo-vos este artigo delicioso – só rir? se não fosse trágico - da nossa amiga historiadora e escritora, Cristina Torrão, sobre as «novas minas de escravos» na Alemanha Merkeliana e de como o termo catinga se pode confundir na sua significância.
Habitualmente nada dado a invejas, mas isto é como o António diz, as invejas têm momentos como as obras, está aqui a dar-me um ratinho de inveja desse povo com que coabita actualmente: pela grandeza do cenário, pela alegria na simplicidade, pelo cheiro a África que ainda retenho (me desculpem o atrevimento, os nossos irmãos e a minha paixão africana, mas aqui não estou a falar do catinga-de-mulata, a planta tanacetum vulgare, nem da sua forma galega, nem mesmo daquele significado que mete glândulas, mas de uma mistura de cheiro a terra e savana queimada.
Um abraço das colinas Alfacinhas, António!

«Não é que está ali numa de uma das sete colinas - nas outras também lá estarão, com certeza -  uma bela professora, também ela me falando da dificuldade de ensinar, mas por desempregada, também era professora, a pedir-me boleia e a lamentar-se da catinga desta administracao (assim, mesmo!) na sua forma e significado galega (avareza!) 

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

A Largueza De Um Bom Português: A Resposta!

Como não há nada pior que a unanimidade, vai-me desculpar se não comungo do copo e do petisco, da afición e dos apoderados - e se o vejo mais como um leão das savanas do que como uma traça nacional, daquelas que estiolam e definham enrugadas de se alimentarem dos seus semelhantes, dos pequenos jogos de poder e do pó dos tempos. São curiosas, as coincidências: liceu de Oeiras, mergulho, professorado, anti - elitismo, condados e baronatos originais,
(não os actuais e pequeninos baronatos, quais pequenos poderes e fazeres que corrompem, pequenina, mesquinhamente, largos sectores da sociedade portuguesa),
observação, humanismo, bom sentimento,
(que sentido teríamos nós se fosse daquela outra forma mesquinha, daquela intolerância provinda do medo de nos confrontarmos a nós próprios, de pormos só os nossos interesses materiais em primeiro ou único lugar?),
sonho, cultivo da «treta esclarecida»
(como «a treta esclarecida» pode ser mais profunda do que a absoluta e infecunda certeza de muitos, onde o que nasce tem o sabor do plastificado)
e acções elevadas ao estilo nobre Quixoteano,
(não serão os moinhos de vento um ardil dos inimigos de tanta Largueza?)
Assim, caro amigo, dê caça aí ao leão no Planalto Central, numa luta grandiosa, rude, mas igual e digna, que só é cruel para quem não faz da vida um fecundo Planalto que dá azo à profícua e elevada Largueza!