Citações:

Sem o direito natural não há Estado de direito. Pois a submissão do Estado à ordem jurídica, com a garantia dos direitos humanos, só é verdadeiramente eficaz reconhecendo-se um critério objetivo de justiça, que transcende o direito positivo e do qual este depende. Ou a razão do direito e da justiça reside num princípio superior à votante dos legisladores e decorrente da própria natureza, ou a ordem jurídica é simplesmente expressão da força social dominante
(José Pedro Galvão de Sousa, brasileiro, 1912-1992)
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terça-feira, 16 de dezembro de 2014

QUANDO EU MORRER

1.  QUANDO EU MORRER (do livro Tempos, As Novíssimas Sombras)
14-06-2013

Quando eu morrer vais deixar-me ser escritor, que é isso que eu quero ser quando for novo; 

quando eu morrer tirar-me-ás as medidas à medida e encomendarás um caixão, feito de letras, chumbado a caracteres nas lombadas; 

quando eu morrer não sei se ainda aqui estarás, mas vou esperar-te, para te desencaminhar ao teu amor terreno e podermos,

sentados na nuvem mais próxima, rir às gargalhadas daquele tempo curto que julgavam ser o mais fiel passaporte para a eternidade;

quando eu morrer seremos os amantes mais novos daquele céu e, empoleirados de mãos dadas,

dardejaremos como Afrodite e Eros os transeuntes distraídos que se atravessarem aos nossos pés.   
© PAS (Pedro A. Sande)

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Amanhe Ser: Reaprender A Ser Feliz

9. AMANHE SER: REAPRENDER A SER FELIZ
16-06-2013

Olho ao longe
E mais que um a Noite ser
Vejo um amanhe Ser
Lindo e Brilhante
Pois também
Reaprendo
A ser feliz.

Não há pranto
Que não esmoreça
Nem tristeza no olhar
Que não se abata.

Há sempre um
Novo e brilhante
Raio de sol
Que nos solta o olhar.

Não mais o engano
Nem a tristeza
E a amargura
No olhar.

Apenas o dia

E esse Amanhe Ser
Que sucede
A um a Noite Ser
Que parecia
Fútil
Cinzento
E sem esperança.
© PAS (Tempos, As Novíssimas Sombras; 2014; Pedro A. Sande; pg. 17-18)