http://anarquistadepapel.blogspot.com (pela palavra seremos mais humanos) Este blogue serve como extensão da secretária do autor, assim uma espécie de oficina de escrita.
Portal da Literatura
Citações:
Sem o direito natural não há Estado de direito. Pois a submissão do Estado à ordem jurídica, com a garantia dos direitos humanos, só é verdadeiramente eficaz reconhecendo-se um critério objetivo de justiça, que transcende o direito positivo e do qual este depende. Ou a razão do direito e da justiça reside num princípio superior à votante dos legisladores e decorrente da própria natureza, ou a ordem jurídica é simplesmente expressão da força social dominante
(José Pedro Galvão de Sousa, brasileiro, 1912-1992)
(José Pedro Galvão de Sousa, brasileiro, 1912-1992)
segunda-feira, 29 de dezembro de 2014
OS NOVOS EXTRAORDINÁRIOS
AS FLORES QUE REPOUSAM EM TI
As flores que repousam em ti
São como meninas e tempos agrestes:
A Lúcia lima que me ofereceste
Soa-me a um cheiro
Que me inverte o paladar.
Nada é mais belo
Que a flor lilás que me deste
Adoro-te o tempo
E faço-te menina.
Que repouso é este
Que sinto no meu coração
Esta espécie de sopro
De um tempo que sei
Há de retornar?
As flores que repousas em ti
Serão sempre viçosas!
(Viagem a Dali; as flores que repousam em ti; pag. 216; 17Jan13)
domingo, 21 de dezembro de 2014
DISCO RÍGIDO DE LICÍNIA QUITÉRIO
Um livro que temi à cabeça ser incapaz de ler, sabendo
Licínia, poeta (já que promovo um universalismo abstraccionista menos biográfico
e voluntariamente complexo), e um livro devotado a um país que muitas vezes sinto
dentro de mim como um corpo estranho (mesmo sabendo haver quem aponte para a simplicidade
como valor eterno e supremo, não perdoando a um quase autor desconhecido a
arrogância, arrogando-se chamar complexo ao que alguns poderão ver como
complicado... mas quem disse que há Deuses na Terra?!
E, talvez, por convergir num outro tipo de gosto e de
memórias do real, pois isto das lembranças não devemos ignorar poderem ser
brancas mas, também, vermelhas (ou rosas apesar dos cravos!), realistas ou românticas,
rurais ou urbanas, globais ou locais, rectangulares ou esféricas, podendo o gosto
ser mais recheado de cheiro a rosmaninho do que ao suor e à diversidade das minhas impressões ou
do "abstraccionismo realista?!" (contradição nos termos!), que gosto
de ceder a uma Vida Real Majestática, provocando-a, para a melhor conhecer
— o gosto diverge, é verdade, não se discute, absorve-se e observa-se!
O "Disco Rígido" da Licínia está, no entanto
e entretanto, recheado de "deliciosos" mini contos (CC bater-me-á,
com a força granjeada no teclado, com um maço, por me atrever a "deliciar",
literariamente), como distingo o "Trevo" e os "Os Anos".
Bem como pululam mais de seis dezenas de pequenas
pérolas da nossa condição simples familiar, quase como conversas em família, onde
se conjugam essas mãos cheias de apanhados de ficções e divagações familiares e
de vizinhança, tantas por certo como as memórias da Licínia, a sua aprendizagem,
ensinamentos, repousando num tempo histórico datado de personagens, construído na
unidade da sabedoria de quem vive e olha ao redor dos seus, com certeza, bem vividos
e recheados "enta".
O "Disco Rígido" da Licínia está, assim,
bem e recomenda-se, não apresentando sectores danificados e estando neste giro
literário, de posse de todos os seus bytes e ao abrigo de todos os bit(ate)s.
© PAS (Pedro A. Sande)
© PAS (Pedro A. Sande)
sexta-feira, 19 de dezembro de 2014
PRESENTE
Neste fim de 2014 dou a pensar como somos seres frágeis e sensíveis.
Dou
também a pensar como há Portugueses Extraordinários e como somos, como
diz amiúde o António Luiz Pacheco, um povo recheado de uma enorme
riqueza individual e cumulativa, mesmo que nos percamos tantas vezes na
conjugação do plural-colectivo ".
Escrever como ideia, como vontade,
como procura, ou entrega, é difícil. Sempre o foi, de resto, de uma
forma diferente, é certo, noutros tempos. Na vida muitas vezes basta um
mimo, um afago, uma oportunidade, um olhar do outro, para nos
reconfortarmos e sabermos que o caminho da harmonia e partilha da
felicidade, ou da dor do Outro, é o único caminho que devemos trilhar
como seres humanos.
Sou um pobre autor que só quer dar sentido à
Vida, partilhando o que considero serem os valores essenciais que dão
sentido à nossa existência.
Valores que encontro no gesto simpático,
amigo, de enorme "Largueza" do João Pinto-Coelho , como de todos os
Extraordinários e da nossa magnífica e querida Rosário.
Um muito
obrigado ao João, não tendo dúvidas, pela amostra deste simpático
trabalho figurativo, da qualidade da obra que teremos o prazer de
receber como prenda postcipada.
© PAS (Pedro A. Sande)
© PAS (Pedro A. Sande)
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