Citações:

Sem o direito natural não há Estado de direito. Pois a submissão do Estado à ordem jurídica, com a garantia dos direitos humanos, só é verdadeiramente eficaz reconhecendo-se um critério objetivo de justiça, que transcende o direito positivo e do qual este depende. Ou a razão do direito e da justiça reside num princípio superior à votante dos legisladores e decorrente da própria natureza, ou a ordem jurídica é simplesmente expressão da força social dominante
(José Pedro Galvão de Sousa, brasileiro, 1912-1992)

sábado, 11 de outubro de 2014

MISCELÂNIA

Ó Soares?! Injustiçado? O Isaltas? Não se pode voluntária ou involuntariamente mudar a história! Isto, independentemente da simpatia pessoal (por Soares, não por Isaltino).
Mas deixem-me vos contar uma história verídica sobre esta figura polémica da nossa vida das últimas décadas, que sempre me pareceu simpático, cortês e educado.
Só "não gostei" certo dia no Galeto (passe a publicidade, ou talvez não, que para a próxima peço um inteiramente de graça), era ele PR e eu ao balcão a deliciar-me com uma maravilhosa miscelânia (um gelado soberbo desta velha casa Lisboeta), senta-se Soares a meu lado.

Esfomeado como devia estar a essas horas tardias, possivelmente cansado das tricas, trocas e baldrocas da política, mesmo se um especialista das sestas nos momentos mais oportunos, e de algum mau "olhado" que lhe tenha lançado a Maria de Jesus (nem sempre Jesus está pelos ajustes com as nossas acções, como é sabido), pôs-se a olhar descaradamente para a minha Miscelânia.

Felizmente não se voltou para o funcionário indicando para o meu prato e dizendo: ó senhor funcionário, desapareça com isto, desapareça com isto! - como ao pobre do polícia, tão satisfeito e cheio de pundonor na sua lustrosa motoca!, a exercer a bruta função de afastar o povo da soberania.
Foi antes: «Senhor funcionário, faça aparecer aqui uma coisinha destas!»
Simpático e de esperteza de grande alcance!
© PAS (Pedro A. Sande)

sábado, 13 de setembro de 2014

Regresso ao blog

Hoje o dia do regresso ao blog. Com esta frase:

A mente humana é muito estranha... felizmente. Basta-lhe uma janela de esperança para respirar!
© PAS (Pedro A. Sande)

domingo, 4 de maio de 2014

TODOS TEMOS MÃE

Se eu ainda tivesse mãe hoje estaria impedido de colocar aqui estas palavras, feliz dia da mãe, Mãe!, por que estaria agora a sair para lhe dar um enorme beijo... e um abraço ainda maior.
Mas por outro lado isto não é verdade, porque ainda tenho mãe. Todos temos ainda mãe.
E nem falo na mãe natureza, na mãe verdade, na mãe solidária, na mãe negra ou branca, em nenhuma dessas mães que se levanta agora, neste momento, para amamentar os seus filhos, os lavar, calçar ou vestir, os chamar à razão, os levar à escola, ao circo ou à catequese.
Não a consigo é ver, é certo, embora a sinta todos os dias a meu lado, como se a transportasse em cada passo que trilho desde que deixou de me amamentar, lavar, calçar ou vestir... Tudo isso, menos o chamar-me ainda à razão, seja por sinais, bocejos, pelo céu azul ou nublado do dia.

Feliz dia da mãe, Mãe.
Qualquer dia passo por aí, Mãe, para ir visitar-te à tua nova casa.
PAS

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

A Despedida - Até Já! - de José Alemparte

Se há algo que me toca é a luta de um Homem pela sua própria existência. 
Não conhecia a escrita do Paulo Bandeira Vieira - por mais que queiramos vivemos sempre confinados a uma finitude incompleta. Mas fiz o meu trabalho de casa... e o agendamento possível. 
Antes da «A Despedida de José Alemparte» que tem o "som" de uma despedida para um lugar melhor, PBV deixou-nos «As estradinhas de Catete», editado pela Quidnovi em 2007, livro que tem o som dos ritmos Africanos de mais um expatriado, de um outro tempo, na sua própria terra. 
Poesia e Antologia fecham o círculo de mais outro Português que continuará a sua vida "alemparte" através dos testemunhos nos deixados em papel. 
Afinal, escrever vai bem "da lei da morte nos libertando."