Citações:

Sem o direito natural não há Estado de direito. Pois a submissão do Estado à ordem jurídica, com a garantia dos direitos humanos, só é verdadeiramente eficaz reconhecendo-se um critério objetivo de justiça, que transcende o direito positivo e do qual este depende. Ou a razão do direito e da justiça reside num princípio superior à votante dos legisladores e decorrente da própria natureza, ou a ordem jurídica é simplesmente expressão da força social dominante
(José Pedro Galvão de Sousa, brasileiro, 1912-1992)

sábado, 1 de junho de 2013

A Herança

Hoje até me arrepiei quando, na Feira, dei de caras com uns livrinhos de história que herdei da biblioteca dos meus pais. 
Arrepiado, porque em conversa com a livreira ela me disse que já não existiam exemplares de todos os 20 volumes da série (uma coleção de grande qualidade e muito utilizada por estudantes de meados, fins, dos anos oitenta de todos os anos e graus de ensino pela sua qualidade)... mas que de alguns deles ainda existiam grande quantidade em stock.
«Dos anos 80?», perguntei-lhe eu, a que me respondeu: «Claro!» 
E olhando para os outros stands disse-me: «Não faz uma pálida ideia das toneladas e toneladas que a maior parte destas chancelas ainda detém em armazém.» 
Sabendo que os grandes grupos já nem se dão ao trabalho de os guardar pelos custo elevados de «stocks», sendo guilhotinados sem dó nem piedade, como os episódios de Luís XVI e Maria Antonieta - a que algum volume daquela série nos transporta - saí dali, pesaroso, a pensar o mistério de ainda se editarem tantas dezenas de milhar de livros e o destino que os esperava. 
«Não será altura de um corte epistemológico com tudo isto?» 
E comecei a ver no ar, como castelos de cartas a elevarem-se, stands de autor utilizados em conjunto e cada um responsável pelas suas tiragens e utilizações. A ver brevemente!    

Os Olhos de «Cristina» Tirésias

Livro comprado hoje na Feira do Livro, sob calor intenso, da autoria da Cristina Drios, uma nova autora nascida em 1969 e que promete. 
Os olhos de Tirésias é um livro muito bem escrito cruzando na temática com um dos meus, o qual tem um olhar mais pronunciado do ponto de vista da movimentação histórica. 

A Sustentável Leveza do Estar

Há algum tempo a Rosário dizia que «a sua escrita não estar a ser fecunda significava estar bem consigo própria.» 
Será que é igual para todos? Fica a pergunta. 
Pessoalmente não me acontece, o regresso ao nosso próprio eu relacional sai sempre reforçado na perceção e dada a diversidade do comportamento humano. 
O que é certo é vivermos num mundo complexo de canais de comunicação muitas vezes cruzados, com muito plástico pelos «cantos e passeios» a entupi-lo,  com falta de conteúdo a criar verdadeiras sarjetas de diálogo, cheia de mal entendidos, pecadilhos, pequenos desentendimentos sem importância sobrevalorizados, pequenos conflitos ou desencontros de copo meio vazio - sem um quarto da força do copo meio cheio - onde quase tudo serve para entupir as relações humanas e a felicidade a que todos aspiramos - leitmotiv primeiro de toda e qualquer vida.
Eu por mim já só quero é ser feliz!

Lições

«A vida tem destas coisas. 
Ninguém está imune a erros.
Lastimo profundamente ter percebido mal os sinais.
Não deve ser uma infelicidade não podermos construir amizades.
E aí errei: assumo-o.
Há sempre lições a retirar na vida; precipitações tolas de almas solidárias.
Recebida a lição e inteiramente consolidada espero que tenhas a grandeza de me reaceitar nesse domínio: com capacidade de perdoar o outro.  
Não precisas de prescindir da nossa amizade. 
Estabeleceste os limites.
Foram devidamente assimilados.
Tenho a humildade, o bom senso de os acatar. 
Não somos deuses, somos seres humanos imperfeitos.
Fico a aguardar.
Mostra agora também a tua grandeza, amiga»