Citações:

Sem o direito natural não há Estado de direito. Pois a submissão do Estado à ordem jurídica, com a garantia dos direitos humanos, só é verdadeiramente eficaz reconhecendo-se um critério objetivo de justiça, que transcende o direito positivo e do qual este depende. Ou a razão do direito e da justiça reside num princípio superior à votante dos legisladores e decorrente da própria natureza, ou a ordem jurídica é simplesmente expressão da força social dominante
(José Pedro Galvão de Sousa, brasileiro, 1912-1992)

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Um Jeito Leve

Gosto muito de ler o que escreve a autora de «Um jeito manso» porque, numa linguagem simples, não gordurosa, eficaz - como deve ser a boa escrita - é assertiva, irónica, culta, esteticamente preocupada, q.b., possuindo a linguagem dos mansos em terra de ursos.
Se, a esta autora, acrescentar a escrita e a poética da autora das Horas Extraordinárias, a Maria do Rosário e, a sapiente ironia e a alegre filosofia de vida da autora do blog, entre outros, E NADA O VENTO LEVOU, a mãe Helena Sacadura - Portas, por inerência fugaz de(a) função - verdadeiramente percebemos a importância do lema à porta deste último (blog):


«Tudo o que é verdadeiramente essencial permanece imutável dentro de nós!»
E, que nada... «O VENTO LEEEEEVE» a estas autoras - escritoras; e, que se continuem a colar-se-nos palavras como se tivessem boca («há palavras que nos beijam como se tivessem boca» - um jeito manso).

A Dupla Vida Num Sonho

Esta tarde pelas 16h00, o lançamento da colectânea de poesia e contos, «A Vida Num Sonho», da editora Lua de Marfim em LX, Campo Grande 56.

«A Dupla Vida Num Sonho» lá consta, e começa assim:

A DUPLA VIDA NUM SONHO
Odeio dizer-te isto, mas a minha vida não a quero condensada num sonho, quero vivê-la intensamente a cada momento, despida de mas e de ses, quero sentir que piso todos os dias caminho, que me engasgo de riso com a minha própria ironia, que solto um arroto incontido quando preciso, que ordenho vacas e afago bichos, que arrisco dizer-te que te amo, que te sinto distante quando estás distante, fogosa quando...
PAS

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Ujm, A Enigma

Há dias assim, em que procuramos decifrar e desvendar acrónimos. A curiosidade, como sabemos, é comum ao mundo animal e, se deu cabo de uma das inúmeras vidas de gato, não lhe retirou definitivamente o atrevimento. Mas descobrir a vaga que está por detrás de um acrónimo como este, ujm, não é algo que não exija a conjugação dos sentidos apurados de cego com o rumor persistente de tísico e com outros défices que escondem verdadeiros superávites.
Poderiam estas siglas pertencer a um corpo como o universal japanese motorcycle, ou a union des jeunes musulmans, ou mesmo a união da juventude morrense, até mesmo a Uniunea Juriștilor din Moldova? Poderiam, não soubéssemos já que o corpo de delito repousa num triângulo entre a excluída fronteira Galiza, a excluída Tânger e o incluso Corvo. 
Assim, desistimos na união da juventude mestiça; porque desvendar acrónimos não sendo branco nem preto, é muito mais conforme à realidade de um mundo sem tons definidos: e talvez seja mais simples decifrar a cifra, recorrendo à cifra original do que tentando aprisionar uma «máquina enigma».

Sementeira

Brandiste, com a mão forte, a bandeira da tristeza; reportaste ao criador a fraqueza do momento; só tu poderias dizer, se o vento te habitou, ou abonou, mesmo ao de leve, o pensamento: lá longe, nas searas de vento, as sementes libertaram-se do trigo e, sem pensar sequer um instante, repousaram um leve sorriso no rosto do firmamento.
      PAS