De acordo com estatísticas da Bowker, no segundo trimestre do ano, do total de dinheiro gasto com livros, 22 por cento foi utilizado na compra de e-books. Para ler aqui.»
http://anarquistadepapel.blogspot.com (pela palavra seremos mais humanos) Este blogue serve como extensão da secretária do autor, assim uma espécie de oficina de escrita.
Portal da Literatura
Citações:
Sem o direito natural não há Estado de direito. Pois a submissão do Estado à ordem jurídica, com a garantia dos direitos humanos, só é verdadeiramente eficaz reconhecendo-se um critério objetivo de justiça, que transcende o direito positivo e do qual este depende. Ou a razão do direito e da justiça reside num princípio superior à votante dos legisladores e decorrente da própria natureza, ou a ordem jurídica é simplesmente expressão da força social dominante
(José Pedro Galvão de Sousa, brasileiro, 1912-1992)
(José Pedro Galvão de Sousa, brasileiro, 1912-1992)
quarta-feira, 12 de dezembro de 2012
Ontem Os E-Books da Escrytos, Leia-se Leya, Hoje Os, Só, 22%!
O Mordomo
...
A realidade é que aquele homem era
diferente. Mais sofisticado, mais construído, mais egoísta e individualista.
Via-se ter-lhe faltado lapidação moral, via-se apenas a ganância, a busca pelo
prazer. Não partiria, no entanto, para a sua missão, sem ouvir aquele clérigo.
É que nem tudo o que é luz é ouro e apesar de se postar ao meu serviço, ao
nosso serviço, não se escapava a uma reprimenda e a uma mensagem moral.
Fora das ruínas, do que tinha sido
uma vila apalaçada, presumivelmente Romana, dois cavaleiros rodavam as montadas
inquietas. Esperavam o seu companheiro, que recebia agora das minhas mãos uma
saqueta bem pesada de cruzados de ouro. Afinal, a missão deste Napolitano
também era pesada e não imune a riscos.
...
Instrumento De Desejo... E De Sucesso
Sempre tive dúvidas sobre a
natureza intrínseca do escritor. Se numa primeira fase me pareceu um ser
necessariamente austero e introvertido, comecei a ter dúvidas do sentido do meu
juízo depois de ler Balzac, a quem, erradamente, via por folgazão e não pelo
atormentado endividado a quem os afectos disseram nada, na infância. Mas, verdadeiramente,
foi a figura de Cyrano de Bergerac como herói romântico, «construída» por
Edmond Rostand e baseada em Hector de Savinien de Cyrano de Bergerac que me
seduziu, dada a sua nutrição de desprezo pelos poderosos, a sua coragem, a sua
nobreza de sentimentos, a sua capacidade de sacrifício pela felicidade alheia. O
crescimento de um escritor parece processar-se por fases, onde releva romantismo,
capacidade de sacrifício e realismo. Há a primeira fase, a dos lírios do campo,
que brotam como brotos anárquicos de couves – talvez daí a identificação com «brutos»;
a segunda fase, em que o ansioso aspirante a escritor, se torna menos «bruto», mais
comedido e cometido, estrumando, ainda assim em excesso, os lírios do campo; e
a terceira fase, a do escritor, em que este subtrai cuidadosamente o excesso do
estrume, metendo a mão «ao barro», que é como quem diz, rapando e desistindo da
imundice sem pestanejar ou tergiversar pelo que sente de desperdício. Com a
introdução das novas tecnologias, é uma questão de tempo até que, ao artesão,
seja fornecido o tal utensílio de detecção de …
Viver A Gentileza
Há alturas da nossa vida em que só apetece apanhar um desses gigantes do ar que se elevam sem penas. Mas depois olhamos de cima onde pensamos que não nos podem tocar e o que sentimos, embalados pelo que ouvimos, faz-nos perder a sustentação: são tão boas aquelas camadas de gentileza, que mergulhamos prestes na ilusão de afastarmos para sempre a razão e elevarmos a bondade a um lugar sem picos.
Um blogue é uma coisa solitária, talvez o momento em que mais nos acercamos de deus, uma espécie de muro de impressões que alimentamos como simples artistas de murais. Quem vem polinizar à nossa volta, as nossas flores, fazendo dele uma coisa solidária, faz-nos renascer a esperança num homem novo, e é nosso amigo e protegido. Da minha boca, por mais que me sinta, só me sai um tempo... e é, partilha.
Um blogue é uma coisa solitária, talvez o momento em que mais nos acercamos de deus, uma espécie de muro de impressões que alimentamos como simples artistas de murais. Quem vem polinizar à nossa volta, as nossas flores, fazendo dele uma coisa solidária, faz-nos renascer a esperança num homem novo, e é nosso amigo e protegido. Da minha boca, por mais que me sinta, só me sai um tempo... e é, partilha.
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